08 outubro 2007

Manhunt 2 banido (de novo) no Reino Unido

O British Board of Film Classification (BBFC) reavaliou a versão editada de Manhunt 2 e concluiu que a natureza violenta do jogo e o sadismo implícito continuam presentes, apesar da redução nos detalhes visuais das cenas de execução. Sendo assim, o jogo continua proibido de ser lançado no Reino Unido. Nos EUA, o mesmo título já havia sido classificado como "Adults Only", o que gerou muita discussão já que Nintendo e Sony se recusaram a licenciar um jogo nessa faixa de avaliação (para Wii e PS2, respectivamente). Leia mais depois do link.

Há 4 meses, o selo "Adults Only" significou impedir o lançamento do jogo de ser lançado, ao mesmo tempo em que ele era banido da Europa. Agora, após algumas edições no jogo, o ESRB (conselho de avaliação dos EUA), liberou o game para uma faixa "M" (Maduro), que siginifica acima de 17 anos. Porém, os europeus parecem não ter engolido as mudanças e continuam contra o título.

O assunto é complexo, já que envolve liberdade de expressão de um lado e consciência moral de outro. Está certo que o game é muito violento, tanto visual como psicologicamente falando, mas é verdade também que um produto para adultos DEVERIA ser adquirido só por adultos. Nintendo e Sony tem receio do que os pais podem pensar ao verem os filhos cortando a garganta de alguém na telinha, mas são esses pais que deveriam evitar o acesso dos filhos a esse tipo de jogo. Assim como o fazem com a pornografia na internet usando programas espiões, regras de navegação, etc.

Entretanto, mesmo considerando o videogame uma expressão artística e, por si só, dotado de libertdade criativa, é impossível não ficar com o pé atrás ao ver Manhunt 2. Claro, o jogo é para adultos e é violento como muitos filmes por aí. Mas a interatividade, que o só um videogame oferece, aliada a um jogo que incentiva você a executar mortes mais violentas nos faz pensar na moral de toda essa experiência.

Nós achamos que um game é livre para ser como quiser, seja para extravsar, para liberar o stress ou para dar risadas. Enfim, é um mundo onde a imaginação vive solta e onde você constrói suas próprias histórias, de comédia ou de terror. Nem tudo é ótimo e profundo. Mas cabe a nós, consumidores, e aos pais, decidirem o que queremos absorver. E não a conselhos.

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