09 outubro 2007

Let's talk about games

Dando continuidade à polêmica sobre Manhunt 2 e violência nos games em geral, o Reino Unido prepara um estudo sobre o tema para o ano que vem. Comandada pela Dra. Dr. Tanya Byron, a pesquisa é composta por 50 perguntas que abordam a violência em games, o acesso dos jovens aos eletrônicos e como pais, professores e profissionais devem encarar o assunto.

As questões estão sendo enviadas a essa pessoas envolvidas e também poderão ser respondidas por qualquer um interessado. Com base nessa ampla discussão, o governo espera encontrar maneiras de lidar melhor com o tema, não sob a forma de limitações mas sim regulamentos e maior controle.

Veja algumas das perguntas depois do link.

- Quais os benefícios e oportunidades que novas tecnologias trazem aos jovens, pais, à sociedade e economia?

- Quais os potenciais ou atuais riscos à segurança e ao bem-estar das crianças quando estas estão online e jogando games e como crianças, jovens e pais se sentem a respeito desses riscos?


Como opinião, achamos a discussão sempre a melhor forma de resolver questões polêmicas. Mas ao ouvir "pesquisa" pensamos em análises, estudos além da discussão. A opinião de muitos é importante, mas perguntas muito complexas, existenciais e filosóficas não são muito amigáveis. Nos parece que a Dra. está jogando a bola pra frente, repassando a responsabilidade de levantar evidências concretas de como games afetam as crianças, jovens e adultos.

Ainda existem muitos preconceitos nesse debate e muitas vezes os casos são levados demaisiadamente ao extremo. Talvez a interatividade dos games seja a grande vilã na história; um observador externo tem a impressão de que o jogador é tranformado pelos acontecimentos na tela. Em certo sentido, até é, mas é só mais uma experiência. Assim como um filme de horror, um livro de cultos, uma revista pornô, etc.

Claro que a interatividade de um jogo o difere dessas outras mídias "tradicionais", mas o cérebro que ouve uma música suicída é o mesmo que joga um game. Dissemos acima que os casos são levados ao extremo e isso se aplica no fato de que boa parte da culpa por crianças e jovens terem acesso a conteúdo impróprio é dos pais e responsáveis. Ninguém faz um jogo sobre o tráfico para meninas de 8 anos. E ninguém deveria permitir que tal jogo chegue na mão das meninas.

Ah, e se quiser responder as perguntas, elas estão nesse link. Envie as respostas para byron.review@dcsf.gsi.gov.uk

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