23 novembro 2007

Telesony? iSony? PSPhone?

O boato de um telefone da Sony ganhou força essa semana após um engenheiro ter dito que "unir as divisões de telefonia (Sony Ericsson) e games seria algo plausível". Tão plausível que o mercado todo andava suspeitando de um produto como esse.

Porém, a Sony liberou um comunicado em que nega qualquer pesquisa de game-telefone e diz que seu engenheiro foi mal interpretado. Mesmo não havendo nada para se interpretar, fica claro que a idéia de um telefone ronda os laboratórios da empresa e qualquer projeto existente seria negado.

Com o sucesso do iPhone e SmartPhones em geral e a capacidade de miniaturização demonstrada com o PSP, um celular com games de alta qualidade parece o caminho óbvio. Uma evolução por inércia quase.

Leia Mais

A hora da virada?

Depois dos resultados até surpreendentes no Japão, aqui, a Sony conseguiu melhorar seu desempenho também nos EUA. Pelo menos é o que a empresa diz. Leia mais abaixo.

De acordo com a fabricante, as vendas de PS3 aumentaram 192% nas 10 maiores redes varejistas dos EUA e passaram do dobro na média geral. Se comprovados os resultados, a queda de preço do PS3 terá provado sua eficácia.

Mais ainda, vai ficando claro que mesmo o consumidor mais fiel de um console pode mudar de lado. A morte da SEGA e a despencada da Nintendo há alguns anos mostrou isso também. O sucesso atingido no passado não garantiu retorno no presente.

Com mais de 120 milhões de PS2 vendidos a Sony ainda tem problemas em emplacar seu novo console, mostrando que os antigos clientes não estavam tão certos em continuar com a marca da empresa. O alto preço não era justificado nem percebido como justo, apesar de o PS3 ser um hardware pra lá de avançado.

O ex-chefe do Playstation na Sony, Ken Kutagari, disse no ano passado que as pessoas deviam trabalhar mais se quisessem um PS3. E quem teve que achar outro trabalho foi ele.

Leia Mais

22 novembro 2007

Anarquia eletrônica

Pesquisa realizada nos EUA pelo Instituto Nacional de Mídia e Família com compradores disfarçados revelou que os menores de idade conseguem comprar games fora de sua faixa etária em quase 50% das lojas do ramo.

De acordo com esse resultado, o Instituto pede maior cuidado aos distribuidores e a criação de programas de treinamento para funcionários.

É necessário treinamento para pedir a identidade a um garoto cheio de espinhas querendo comprar o novo game sangrento da semana? Será que as críticas aos games violentos que influenciam as crianças não esbarram no velho paradoxo de que "esses jogos NÃO são feitos para elas?"

É interessante a ironia pois senadores dos EUA pediram, na semana passada, uma política mais dura na definição das faixas etárias para games. E indústrias como a do cinema e da música tem taxas de 'fraude' bem superiores às verificadas nessa pesquisa.

Leia Mais

Sem sangue, né?

No Japão, os jogos costumam sofrer censuras em relação a conteúdo violento. É comum o sangue de um game de tiro 'sumir' na versão japonesa.

O novo Uncharted: Drake's Fortune para PS3 faz parte desse grupo de censurados. Um leitor do Kotaku fez um vídeo mostrando que o item que impede a exibição do sangue e violência é o próprio hardware do PS3 japonês, mesmo quando usado um disco dos EUA. Veja o vídeo no link abaixo.


Leia Mais

21 novembro 2007

A febre Nintendo ficou febril?

Pela segunda semana consecutiva o PS3 ficou à frente do Wii nas vendas de consoles no Japão. O DS continua no topo, mas a diferença de quase 20 mil unidades a mais para a Sony pode indicar uma mudança de ventos. Leia mais abaixo.

Os números até surpreendentes se referem ao novo modelo de PS3, com HD de 40GB e preço mais em conta. Além disso, o lançamento de alguns títulos importantes como Dynasty Warriors 6, Ratchet & Clank: Future e Heavenly Sword serviram para atrair mais consumidores.

Porém, com o lançamento de Mario Galaxy, Resident Evil: Umbrella e a chegada iminente de Wii Fit, era de se esperar que a febre Nintendo continuasse firme e forte até o fim desse ano.

É cedo para tirar qualquer conclusão, mas será que o Wii está atingindo o pico de popularidade? Será que as pessoas que procuraram tanto um ou já encontraram o seu ou optaram por um X360 ou PS3? Com mais de 12 milhões de Wii vendidos, ainda não temos certeza do perfil desses compradores.

O mesmo mercado casual que adorou o Wii é facilmente atraído pelo novo iPhone ou Second Life da moda. É fato que em um momento o Wii será mais procurado por gamers mas ainda me parece cedo para considerar tal cenário. A queda de preço do PS3 tem grande influência nesses números e sendo a Sony muito forte no Japão, muitas das pessoas que queriam um console só o estão comprando agora.

Vendas de Hardware de 12/11 a 18/11:
DSLite: 81.000
PSP: 66.000
PS3: 53.000
Wii: 36.000
PS2: 8.800
Xbox360: 5.700

Fonte: Ripten (via Famitsu)

Leia Mais

Jogo sob demanda

As maravilhas do pay-per-view chegarão ao mundo dos games. Ao menos essa é a idéia do t Labs, empresa que criou um sistema para jogar games via cabo sem necessidade de um hardware especial (console ou PC). Leia mais abaixo.

O t5 Labs está em negociações avançadas com transmissoras de TV na Europa para lançar o projeto por lá até metade do ano que vem e no fim de 2008 nos EUA. O produto nada mais é do que uma caixa para enviar e receber dados de uma 'central de games'.

Os comandos que você faz no controle são enviados a essa central e de lá voltam as imagens do game. Tudo isso, claro, deve acontecer em uma fração de segundo para que o jogador não perceba nenhum 'leg' na experiência.

Quanto a isso, o CEO do t5 Labs garantiu que a ferramenta suporta games mais hardcore e que na fase de testes eles já tem Unreal Tournament 2003 e Need for Speed Underground 2 rodando sem problemas. E até apostou que no Natal do ano que vem, muitas pessoas podem ponderar entre um console ou o seu produto.

Leia Mais

Quem ganha com o jogo?

Apesar de games custarem até 60 dólares em média, boa parte da receita vai para cobrir os gastos de produção. Ao publicar um grande título, uma empresa pode muitas vezes lucrar apenas 1 dólar por game vendido. Leia abaixo para onde vai o resto da grana.


Arte e Design - 25%
Programação e Engenharia - 20%
Parte referente às lojas que vendem o jogo - 20%
Taxa do fabricante do console - 11,5%
Marketing e propaganda - 12%
Custo de fabricação do DVD e embalagem - 5%
Licenciamento (vozes, atores, jogadores) - 5%
Lucro de quem publica o jogo - 1.5%
Distribuidor - 1.5%
Custos corporativos - 0.3%
Custo para adquirir um Kit de Desenvolvimento - 0.05%


Para mais detalhes sobre cada um dos itens acima, veja aqui (em inglês).

Leia Mais

19 novembro 2007

Sorte de canguru

É comum um jogo muito aguardado acabar sendo vendido antes do lançamento oficial, simplesmente porque as lojas já tem o game no estoque e fazem o que quiserem (mais ou menos, claro). Engraçado, porém, é quando o erro é 'oficial'.

O épico Mass Effect, RPG sci-Fi para X360, tem lançamento previsto para 22 de Novembro. Mas um erro em comunicado da Microsoft Austrália fez com que as lojas EB daquele país vendessem o jogo no último dia 17. Em pouco tempo o engano foi percebido e as vendas foram encerradas.

Parece que desta vez alguns sortudos jogarão antes da maioria e sem correrem o risco de ser banidos da rede XBox Live.

Leia Mais

Tudo de volta à normalidade

Parece que após um breve respiro no topo, a Microsoft voltou ao segundo lugar de vendas de consoles nos EUA em Outubro. O X360 vendeu bem, mais de 360 mil, mas ficou longe dos 550 mil que venceram o Wii em Setembro. Leia mais abaixo.

A Nintendo, por sua vez, continua suprema, com o Wii e o DS batendo a concorrência de longe. Mesmo após a confirmação de que a produção foi aumentada, aqui, é difícil imaginar um Natal sem problemas de estoque para o console da Big N.

Enquanto a Microsoft se gaba de que os jogos mais vendidos no mês são para o X360, a Sony tomou atitude pé no chão e encara os números de Outubro para o PS3, pouco mais de 100 mil vendidos, como um sinal de melhoras futuras. A queda de preço do console já parece ter tido efeito e no Japão o PS3 chegou até a passar o Wii em vendas semanais.

Resta à Microsoft descobrir se a febre 'Halo' já passou e qual o efeito que ela deve durar. Por maiores que sejam as vendas, o negócio de games para a MS ainda não é lucrativo.

Leia Mais