Começando na sexta-feira passada e com duração de 4 dias, chegou ao fim a feira de games E for All, voltada ao mercado consumidor. Pensada como uma alternativa à extinta e gigante E3 de outros anos, a E for ALL teve o objetivo de mostrar os lançamentos desse fim de ano para os jogadores comuns. Na E3 de 2007 o foco foi a imprensa especializada em games, com anúncios sob portas fechadas, pequenos eventos privados e promoção de games que só sairão no ano que vem. O consumidor não teve vez esse ano já que participantes e organizadores da E3 creditavam a eles a bagunça a qual a feira se tornou. Leia mais depois do link abaixo.
Realizada no Los Angeles Convention Center, o foco da E for ALL foram os jogos desse fim de ano. Ou seja, era mais uma grande vitrine do que está por vir do qualquer outra coisa. Claro que houve uma ou outra novidade, mas sempre relacionada a um game já conhecido. Além disso, Sony e Microsoft não participaram da feira por não acreditarem em seu impacto. Mas as produtoras de games estavam por lá, assim como a Nintendo.
Enquanto a E3 se provou extremamente cara no últimos anos para a pouca publicidade que gerava, a E for ALL pode encontrar um caminho diferente. Afinal, com um show para divulgação ao consumidor, a idéia de vitrine pode ser melhor explorada (e ampliada), com eventos especiais, promoções, entre outros. Na E3 as empresas queriam anunciar seu novo game para o ano que vem, o enredo de uma saga em desenvolvimento ou mesmo demonstrar a jogabilidade de um projeto para testar reações. Só que isso era muito difícil de fazer ao mesmo tempo em que dezenas de milhares de pessoas lotavam os corredores e estandes, formando filas infinitas e gerando muito barulho e confusão.
Sendo assim, a E3 esse ano atingiu o objetivo de promover as novidades à imprensa de games e a E for ALL foi o espaço para os jogadores. Para as gigantes do ramo (Nintendo, Sony, Microsoft, EA, Ubisoft, etc), a nova E3 pode ser suficiente. Mas os médios e pequenos estúdios podem ver na E for ALL uma chance de se comunicar diretamente com o público de games e divulgar os produtos de curto prazo. Já é melhor do que montar uma barraquinha para demonstração na loja de brinquedos. Ah sim, e tem renda nisso tudo, já que a E for ALL cobrou ingresso dos visitantes. Em 4 dias, foram 18 mil pessoas na feira. Longe dos quase 200 mil de uma E3, mas bem mais sossegada também.
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